Desde muito novo, teve a certeza, quase, se não mesmo pura, que o deslocamento, a mudança do espaço físico, em períodos, ciclos de tempo, na forma de viagens, iriam ser, o factor determinante e predominante, enquanto o seu momento existencial durasse.
Não sabe se a vida foi acontecendo, assim, e, nas suas vicissitudes deixou-se embalar, aceitando-a como é, ou pelo contrário, fez com que assim passasse a ser, uma obstinação, de não querer enraizar-se em lugar algum, e, simultaneamente em todos, de uma só vez, desde, aquele dia, aquele momento, aquele instante, em que lhe arrancaram a raiz mais funda, algures datado num tempo humano, no ano de mil novecentos e setenta e cinco.
Viagem, uma palavra, sempre bem soada nos seus pensamentos, ao contrário do imobilismo, onde por vezes, amorficamente, se estatelava, e se deixava ficar, a engordar tecidos, ate quase rebentar. Mas, depois, vinham sempre as campainhas, os alarmes dos faróis, quais roncas em dia de nevoeiro, a mandar os seus avisos, e aí recomeçava a viagem, dentro de si, para fora de si, para fora de tudo, procurando, buscando de novo, o novo, ou, inclusivamente retomando algo que ficara pendente, em gestos ocultos, e ternuras escondidas, e palavras a medo mal titubeadas.
A melhor maneira é ir, sem parar para olhar para traz, correndo o risco de ficar a tal estatua de sal, perdendo de vez o passado, e não almejando nunca o futuro.
Filipe sabia isso, o seu destino era ir e então foi…
o destino. o destino.
esse continua a ser o meu calcanhar de aquiles.
beijinhos
Eu também sou mais pelos maravilhosos acasos do que pelos destinos, no entanto em certos momentos as coisas parecem não ser ou acontecer por acaso... que confusão... deve ser do estado actual da minha cabeça. Beijinho . Bom domingo!
nao e confusao nenhuma
é sempre a eterna duvida. é que se é destino para que serve o nosso livre arbitrio?
beijinhos
... e se é livre arbítrio , algo que eu tanto prezo em minha vida, porquê que tantas vezes acontece, ou parece acontecer algo, que nos dá a sensação, quase absoluta certeza, de que por muito que o não quiséssemos , iria acabar exactamente de determinada maneira, acabar, começar ou simplesmente acontecer...
Beijinhos
De Alguém a 24 de Outubro de 2008
Quando temos consciência de nós próprios, as dificultades não devem ser contornadas, mas enfrentadas correctamente.
Porque comportamentos precipitados e infantis, desprovidos de bom senso ou à mercê de uma emotividade excessiva, podem destruir a própria pessoa ou as relações.
O conteúdos, é um espaço privado, de acesso livre e publico, dou a cara por ele e assumo-o com o que nele publico. Tenho é muita dificuldade em gerir comentários anónimos, nunca entendi comentários anónimos se eu mesmo não sou anónimo no blog, tenho foto nome e até e-mail. sendo assim, por pura honestidade pessoal, publico aqui o comentário de "alguém" e agradeço a visita. Muito obrigado! Volte sempre.
De Sónia Pessoa a 24 de Outubro de 2008
Também gostei da música, beijinhos e bom fim de semana...
Safa-se a musica nada mau :)
Bom fim de semana
Beijinhos
Antes de conseguirmos partir, cada um de nós tem que largar as amarras que nos prendem. Alguns de nós nunca conseguem...mesmo desejando-o mais que tudo.
Bom restinho de semana
É bem verdade isso!
Bom fim de semana.
Beiinho.
De
mac a 20 de Outubro de 2008
As viagens ao nosso interior são sempre as mais dificies de fazer. Uma introspecção pode ser assustadora...
A música está fabulosa!!
As mais difíceis e primordiais, para assim podermos partir, plenos , para fora. Adoro Heitor Vila Lobos, "o mestre" da guitarra clássica
Abraço
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