Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
BAILINHO DA MADEIRA

Com todo o respeito pelos habitantes do arquipélago da Madeira, mas também com todo o respeito pelos habitantes de todo Portugal, fico com a sensação que o aumento de verbas para as regiões autónomas, sendo que uma delas apresenta o segundo maior rendimento per capita do país, numa altura a todos exigida de contenção, me parece um autentico bailinho...da Madeira. 


música: Max, Bailinho da madeira
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publicado por Jorge Santos às 23:00
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Sábado, 19 de Dezembro de 2009
NATAL

 

Uma frágil coluna de fumo, saindo de uma velha chaminé cansada, erguia-se debilmente para o céu. O vento fustigava as árvores, despindo-as das folhas, secas, já sem vida, confundindo-se, aqui e além, com os flocos de neve.

 

A porta, igualmente velha, que gemia com o bater do vento, deixava ver, através das suas frinchas, um ténue fio de luz vindo do interior. Lá dentro, ardiam gravetos na lareira onde jazia uma panela velha, enegrecida pelo fumo, já esquecida da primitiva cor.  

 

Um velho e uma criança estavam em frente dela. Sentado num banco tosco, o velho enrolava o cigarro entre os dedos enquanto a criança observava aquela chamazita irrequieta que espreitava ora de um ora de outro lado da panela.

 

Avozinho, quem fez o fogo?

-Foi Deus.

-E quem é Deus?

-Deus...Deus, meu filho, é como que uma pessoa muito boa, que é nosso Pai e...que está no Céu.

-Deus é rico, Avô?

-Ele criou tudo, tudo é Dele.

-E é amigo dos pobrezinhos?

-Claro que é!

A criança olhando para o teto esburacado da cabana, perguntou:

-Por quê não dá Deus a nós uma casa bonita? Por quê não dá dinheiro?

-Porque o importante, meu filho, é que sejamos bons e humildes e o dinheiro, muitas vezes, faz as pessoas más e orgulhosas.

-O Menino Jesus também é muito bom, não é? O Luizinho disse que sim: no Natal Ele põe brinquedos nos sapatos dos meninos bons, não é?

-Sim: mas o Menino Jesus não deve saber onde fica a nossa casa.

 

Depois de uns momentos de silêncio, a criança perguntou

Avozinho, o Pai ?

-Foi buscar a mãe a casa da "senhora"

-Por quê a Mãe está sempre em casa da "senhora"?

-Porque é lá que ela trabalha.

 

Era véspera de Natal e, como não podia deixar de ser, lá em casa da "senhora" havia festa, noite de consoada, haveria, pois, muito mais trabalho. Seria melhor deitar o pequeno já que a nora era capaz de se demorar.

 

A um gesto do Avô, a criança abriu os olhos, desceu do colo e foi buscar um sapatito que colocou debaixo da chaminé. Voltou, em seguida, para o colo do Avô onde acabou por adormecer.

 

Lá fora o vento continua a soprar, a neve a cair e as folhas a bailarem; Lá dentro, o velho medita e a criança sonha: sonha, talvez, com a uma música muito linda e muitos brinquedos no sapato; o velho medita, medita naquela vida tão triste, cruel despertar de seus sonhos de criança.

 

Foi deitar o neto: depois, deitou-se também. 

 

Quando de manhã, o sol tímido de Inverno, entrando pela janela, anunciou o dia, a criança foi a primeira a levantar-se. Correu direita à lareira mas que desilusão o sapatito estava apenas cheio de fuligem que, durante a noite, o vento fizera cair pela chaminé.

 

Ficou triste. Os olhitos começaram a piscar e, bem depressa, rompeu num choro baixinho, tão baixinho que só o Menino Jesus ouvisse. E foi, com as lágrimas correndo pela carita e com o sapatito volteando nas mãos, que a mãe o encontrou junto da lareira. Tinha-se esquecido, de tão cansada que chegara, de colocar no sapatito o brinquedo que trouxera de casa da "senhora" e ele levantara-se bem mais cedo do que habitualmente.

 

Correu para o filhito e, puxando-o para si, disse cheia de ternura:

 

-Vem cá: não chores, não. Olha só o que tenho para ti ! Não é bonito? Agora, anda, dá um beijo à mãe, dá!...

 

Um sorriso apareceu e os olhos brilharam, ainda mais, sob as lágrimas que o enchiam. Pegou no brinquedo, beijou a mãe e, correndo, foi ter com o Avô:

 

-Avô, Avô! Olha um brinquedo bonito!

-Mas que lindo! Deixa ver,

exclamou o avô que tudo presenciara emocionado. E, fingindo um ar de surpresa, perguntou:

 

-Foi o Menino Jesus quem deu?

-Não. Foi a Mãe. O Menino Jesus não veio...

E com ar de pessoa entendida, acrescentou:

-Ele não sabe onde a gente mora.

 

 

                                Jorge Santos

                                 (Meu Pai) 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como tem acontecido desde que tenho este Blog, na época Natalícia, publico este conto escrito há muitos anos pelo meu pai, uma forma minha de minorar a sua ausência ...

 

 
Um feliz natal a todos são os meus votos e de minha familia;
 Maria João, Lucas, Lisa e Leah.
 
Jorge dei Schiro Santos

 

 

música: ELLA FITZGERALD-WHITE CHRISTMAS
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
LAÇADOS

Foi hoje o dia, o dia do nosso laço de amor, esse laço terno, suave, vigoroso, muito belo e feliz!

O dia do Jorge Paulo e da Maria João!

 

Os Fabulosos cinco:

Eu , a Maria João, a Leah à direita, o Lucas ao meio e a Lisa à frente.

 

A caminho do Laço...

 

Ainda a caminho...

 

Quase laçados...

 

A laçarmos-nos...

Laçados!!!

 

Laçadinhos de fresco!!

As nossas mães, Nini e Esmeralda

Fotos de familia!

 

 

 


música: YOU CAN´T ALWAYS GET WHAT YOU WANT
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publicado por Jorge Santos às 18:19
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Sábado, 10 de Outubro de 2009
O LAÇO

Popularmente ouvido dizer, "dar o nó", à vontade exercida entre duas pessoas de se casarem, tem o meu reparo por preferir dizer que vou dar o LAÇO, muito brevemente com a mulher que amo!

Assim, Jorge Paulo e Maria João se laçarão, num laço suave, doce , delicado, mas firme, resistente e muito verdadeiro, neste mesmo mês de Outubro!

 


música: YOU CAN´T ALWAYS GET WHAT YOU WANT

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Domingo, 5 de Julho de 2009
NO PEITO

Uma vontade adiada por nove anos ganhou forma no sábado passado, dia 4 de Julho pelas mãos e agulhas do Yuran.

Se desde que nasceu, num dia 4 também mas de Dezembro, o Lucas nunca deixou de existir em mim por um só momento, agora tenho-o graficamente simbolizado no peito, ele foi comigo  e a Lis também enquanto a agulha frenética picava e o Yuran trabalhava.

 


música: Zeca Afonso-Canção de embalar
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Domingo, 28 de Junho de 2009
CHAVELA VARGAS

São apenas uns minutos aqueles que vos peço para ouvir esta  grande cantora do mundo...

CHAVELA VARGAS

LAS SIMPLES COSAS.

Ora clique na seta abaixo.

 

 


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publicado por Jorge Santos às 02:46
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
LIBERDADE

A liberdade, sempre foi o alicerce da minha existência.

Apenas livre e no pleno exercício do meu livre arbítrio, consigo existir em sociedade.

Apenas assim a sociedade se traduz em universalidade. Como seres livres, indivíduos, temos direito à razão própria, opinião própria e atitudes próprias e ninguém pode, por discórdia, pôr em causa, difamar, caluniar. Pode e deve questionar, indagar, não concordar, mas sempre respeitar a integridade, em consciência, da mesma, em cada um.


música: Deolinda-Mal Por Mal
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
O SENHOR DAS ÁGUAS

 

Não, não vou dissertar sobre  este Deus romano do mar inspirado na figura grega Posídon, muito menos fazer uma analogia masculina a esse belo filme de shyamalan e da sua ninfa da piscina,"Lady in the water".

 

Apenas uma brincadeira minha com o meu baptismo popular: Depois de vinte e dois anos a trabalhar nos SMG(serviços municipalizados de gaia) depois transformados em empresa municipal (AGUAS DE GAIA E.M.), como leitor cobrador de consumos, passei a ser conhecido juntamente com os meus colegas, 17 ao todo, por uma vasta percentagem da população da cidade de Gaia, como "o senhor das aguas", e a ser reconhecido assim e não pelo meu próprio nome como, penso eu, acaba por ser natural. O surpreendente, é que mesmo na área restrita onde vivo, pessoas que me conhecem pelo nome, dada a proximidade e contactos mais do que diários, no momento de fazerem algum tipo de nota ou apontamento, usam não o meu nome próprio ou mesmo o apelido, mas sim o tal" o senhor das aguas", sendo já normal levantar na papelaria o jornal do "senhor das aguas", no vidraceiro, o espelho encomendado pelo "senhor das aguas" ou passar pela churrasqueira para levantar os frangos encomendados para o jantar, pelo "senhor das aguas", o que me fez virar para a pessoa que  os assa e que há muito conheço e exclamar:

até tu Manel?

com um sorriso de orelha a orelha!

 

 


música: Stanley Jordan- A Chils is born
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
DEZ DE JUNHO

 

Eu acredito na democracia. Acredito como sendo a melhor forma até hoje encontrada de viver em liberdade, a minha, e a dos outros. Como já foi dito por alguém, "A democracia é o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros".

Este senhor, Salgueiro Maia, já desaparecido, foi um dos grandes responsáveis por hoje sermos um país democrático com um povo, não raça, mas povo, como o conjunto de todas as pessoas que habitam neste território, a viver em democracia.

 

Hoje o presidente da república homenageou postumamente Salgueiro Maia pelo seu papel preponderante na revolução dos cravos. Um gesto mais do que merecido até porque as comemorações do dia de hoje se realizam em Santarém que vê assim homenageado um filho da terra.

Mas como a democracia é feita de história , história essa que em momento algum pode ser lixiviada, é bom recordar que o capitão Salgueiro Maia hoje homenageado pelo presidente da república, é a mesma pessoa que há vinte anos atrás, ainda vivo, viu ser recusada uma pensão tão necessária como merecida, pelo mesmo senhor que hoje,  o condecorou, na época primeiro ministro do governo de Portugal  , tendo em contrapartida, dois antigos agentes da PIDE , talvez justamente, a recebido. 


música: Stanley Jordan- A Chils is born
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
DE ANIMO LEVE

Não consigo manter-me indiferente quando vejo, ouço e leio histórias de maus tratos a crianças por ditos pais que apenas o revelaram ser no acto da fecundação e que apenas por esse facto se tornaram progenitores, revelando apenas interesses egoístas, pensando apenas em si próprios, sem nunca levarem em consideração que acima de tudo estão os seus filhos e que acima de tudo deveriam ser pais, com todo o altruísmo implícito e se em crise, porque pais são pessoas, pedir ajuda, tantas vezes quantas forem necessárias, mas sempre pais e os filhos a principal prioridade.
Muito se tem falado, muito se tem mediatizado nos últimos tempos, sobre crianças a viver com famílias de acolhimento e sobre as quais correm nos tribunais, processos movidos por algum dos progenitores pela sua guarda, o  que por si só é absolutamente legitimo. O que já não considero sensato, é que tratando-se de casos ou causas tão melindrosas como serão sempre os que envolvem a decisão de escolher para uma criança o que é melhor para ela, sejam julgados de animo leve, como parece ter sido julgado o processo desta menina Alexandra, enviada para junto de sua mãe biológica com a qual não vivia há quatro anos(tem seis actualmente) num país (Rússia) estranho rodeada de pessoas estranhas, que falam uma língua para si estranha, tendo como único laço forte afectivo, o cachorro que consigo viajou de Portugal.
Um juiz ajuizou com base em argumentos pouco sólidos, não gostou da forma como a mãe afectiva se pronunciou, mais tarde já admitia poder ter havido um erro de transcrição, a isto chamo, julgar de animo leve
Um juiz na sua profissão, talvez a mais melindrosa profissão, não soube conjugar princípios morais, legais e éticos, não soube usar a sua balancinha da justiça e pesar, ponderar reflectir e assim salvaguardar os interesses de uma criança.
Mas é um juiz, e debaixo da sua toga, proferiu uma sentença e temo eu,
Traçou um destino.  

 


música: Stanley Jordan- A Chils is born
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publicado por Jorge Santos às 23:08
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
ANTHONY AND THE JHONSONS

Sabia que Anthony e os seus Jhonsons já tinham esgotado o coliseu de Lisboa. Sabia também que tinham lotado o Teatro-circo em Braga, uma amiga tinha-os ido ver.

Segunda-feira dia 18, seria a vez do coliseu do Porto. Para falar com sinceridade, eu já estava resignado a não ver Anthony ao vivo, a não ouvir uma das vozes mais singulares, que passou a ser rotulada de "andrógina" e penso que bem, devido à estranheza do seu timbre das suas inflexões, parecendo não ser deste mundo.

Nesse dia de segunda-feira , estava eu a gozar um dia de férias que queria aproveitar para estudar, quando recebo uma SMS da amiga que tinha ido assistir ao concerto no Teatro-circo a dizer o seguinte: Ainda há bilhetes para o coliseu, não percas. Como estava muito perto de uma loja da Fnac, imediatamente entrei, confirmei a existência de bilhetes para a geral, convidei a minha companheira e assim terminamos o dia ou melhor dizendo, a noite daquele dia a "ouver" um concerto fabuloso que tão cedo não esqueceremos


música: Anthony and the Jhonsons-Blue Angel
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publicado por Jorge Santos às 02:08
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OS DARWINIANOS

Este "Post" representa, através destas imagens, de um modo fiel, a viagem por nós(Psicologia e Recursos Humanos) feita no domingo a Lisboa, para ver a exposição patente na fundação Calouste Gulbenkian, comemorativa dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin que com a sua teoria evolucionista interveio na evolução da vida na terra, na sua interpretação e compreensão de tal forma que bem podemos afirmar que houve um AD/DD,  antes de Darwin e depois de Darwin e se hoje somos seres vivos mais felizes, mais saudáveis e com vidas cada vez mais longas, a ele se deve, ao seu trabalho, às suas investigações.

 

Quanto a este grupo de pessoas, que vou tendo o prazer de conhecer, desde que tomei a decisão de correr atrás do sonho, nas quais incluo alunos  professores e não só, presentes neste passeio e muitos outros que não puderam vir, só posso dizer o seguinte:

 

                                                                   SÃO DO MELHOR!!

                                                                    (Ainda bem que o são!)  


música: Anthony and the Jhonsons-Blue Angel
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publicado por Jorge Santos às 01:45
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
A BOLHA

Todos nós, somos seres existentes. Nascemos, e adquirimos uma existência para ser usufruída até que termine. Somos tudo e nada por inevitabilidade, mas desistentes, apenas por opção.

Não consigo imaginar-me a viver sem mim, longe dessa bolha que me rodeia e onde existo, onde o amor próprio , auto-estima e autoconceito me unificam no que sou: Livre! Apenas em liberdade, consigo ser feliz e fazer outros felizes, pois essa felicidade é consequencia do acto humano livre.

Cerquem-me, e eu fugirei como a pacaça acuada.

Deixem-me livre que dormirei pachorrento como o leão sob o sol da savana. 


música: BEATLES-ALONG AND WINDING ROAD

publicado por Jorge Santos às 15:30
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Domingo, 22 de Março de 2009
AVAREZA

 

 

 

 

 

Ao longo da minha vida, sempre fiz os possíveis por viver de um modo coerente. Com as minhas atitudes, com os meus princípios, inclusivamente com os meus próprios antagonismos.
Cresci a ouvir coisas importantes à minha volta, como, justiça, igualdade, respeito, verdade, e continuo a crescer com essas coisas e a fazer outros crescerem com elas.
Vivo e trabalho, e o meu trabalho proporciona-me uma existência onde pelo menos a consciência de que tudo o que faço por mim e pelos que amo, resulta num viver digno, sem privações, inclusive algumas no âmbito do menos necessário, ou mais supérfluo, porque corpo e espírito também têm que brincar.
A avareza foi sempre algo que repudiei profundamente, eu que sou tão oposto a esse sentimento mesquinho, de querer guardar, ficar com tudo, de não repartir, não partilhar, não entendo, nunca consegui entender a avareza.
Uma daquelas verdadinhas mais antigas que me ensinaram, era que um copo de água não se nega a ninguém, bem pelo menos até certo dia da semana passada quando me dirigi com a minha companheira a um”café” desses que servem refeições ao almoço, e no fim do mesmo, como resposta ao meu pedido de um café e um copo com água, a empregada respondeu que apenas serviam água engarrafada…
 

 


música: IF I WERE A RICH MAN-TOPOL-FIDDLER ON THE ROOF
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publicado por Jorge Santos às 20:59
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Domingo, 8 de Março de 2009
A IRMÃ DO MEU FILHO

Resolvi hoje fazer mais uma reedição de um "post" que constava da primeira versão do conteúdos e que fora publicado em 3 de Setembro de 2007, e faço-o porque encerra uma das minhas maiores dores, uma daquelas que dói todos os dias e que não deixo transparecer, embora muitos dos que me conhecem saberem que continua presente dentro de mim.

 

O meu filho tem uma irmã que absurdamente vive longe dele.
O meu filho tem uma irmã que absurdamente vive longe de todos aqueles que tentaram agasalha-la com amor.
A irmã do meu filho, conheci eu há 11 anos atrás , menina de 4 anos de idade muito viva, muito esperta, toda cabelos compridos com uma pele morena daquele moreno que doira a pele dos habitantes a sul do equador. Nessa altura a irmã do meu filho ainda não o era, era apenas uma menina sem irmãos com aquele ar de felicidade constante. Foi então que eu surgi na vida dessa menina, dei-lhe uma família , dei-lhe um irmão. E tudo fiz para sermos uma família feliz!
Mas infelizmente alguém não percebeu, não entendeu, não aceitou esse conceito tão simples de entender que a felicidade é construída nas mais pequenas coisas, no dar e receber e passou a retribuir com dor amargura e mentira aos elos de amor que eu o meu filho e a irmã do meu filho tentávamos criar...Desfeitos esses elos por carradas de maldade e desamor eu qual naufrago agarrado a um escombro em tempestade de meter medo, resisti, lutei e mantive-me a tona levando comigo o meu filho. Mas quanto a irmã do meu filho nada pude fazer para a tirar daquela tormenta. Tentei , tentei junta-la a mim e a seu irmão e a essa pessoa extraordinária que entretanto me surgiu nos elou numa nova corrente de amor e de vida que é a nossa bonita realidade, mas não conseguimos.A  influencia nefasta que a progenitora exerce na irmã do meu filho é tão grande que a irmã do meu filho não conseguiu entrar na nossa corrente, e assim acabou por ser entregue aos cuidados dos técnicos da segurança social. A irmã do meu filho tem 14 anos( agora 16) e depois de vários episódios de fuga da instituição onde se encontrava, foi, soube hoje, "deportada" para os Açores. Foi um choque para nós, apesar de tudo tentei sempre não acreditar que "as coisas" chegassem a este ponto, e faço este Post no CONTEÚDOS sem musica ou imagem.
Hoje estou triste

P.S. A irmã do meu filho Lucas Chama-se Madonna e presentemente já não está nos açores mas numa instituição similar no Alentejo.

... e desta vez ponho musica.


música: BACHIANAS BRASILEIRAS,HEITOR VILA LOBOS-BRANDFORD MARSALIS
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publicado por Jorge Santos às 21:59
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009
A PARTILHA DE UM MOMENTO

Recebi um E-mail com um vídeo de dança formidável, no metro de Liverpool, que não resisto a partilhar aqui no Conteúdos. A vida deveria acontecer sempre assim! São 70 bailarinos misturados com passageiros e esses acabam interagindo nas danças. O "show" foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem o conhecimento do público. Clique abaixo


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publicado por Jorge Santos às 06:49
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
...

" Nunca tiveste aquela sensação de amares alguém, de amares alguém muito, e de as circunstâncias em que a tua vida acontece destruírem a possibilidade desse amor, apesar de ele continuar a existir dentro de ti?"

 

 

                                     João Tordo in Hotel memória


música: Sleeje Neergard-Two Sleppy People

publicado por Jorge Santos às 18:47
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
FILHO DE PAI SEPARADOS

                                                   

Uma imagem surge espontaneamente, a figura suja de olhar triste de Oliver Twist a entrar no orfanato, nesse belo livro de Dickens. Mas apenas a imagem surgida ou sugerida, tem algo a ver com a situação proposta no titulo desta página, e tem algo a ver porque, o mesmo olhar perdido, confuso, em desespero, passa um pouco, senão por todos, aqueles miúdos, que em determinado dia, envoltos numa história mais bem contada a uns do que a outros, mas a mesma a todos, ouvem, com os olhos cheios de lágrimas, ou se contidas encharcados em dor por dentro, aquela noticia que nunca imaginariam lhes fossem dizer: “vamo-nos separar”, e a primeira pergunta que fazem é, mas porquê? E de seguida ouvem outra resposta que entendem ainda menos: “ já não nos amamos”, aqui a perplexidade passa a ser total ao ponto de responderem: “ mas eu amo-vos e vos amarei sempre, vocês são os meus pais”….
 
Isto é apenas o início de um longo processo, na maior parte das vezes de confusão na cabeça de uma criança, pois mal ela sabe ainda pelo que tem de passar. Muito provavelmente irá conhecer lugares novos com nomes como, “tribunal, comissões de protecção à criança e advogados, aprendendo que serão estes na maior parte das vezes e não os pais a definirem o rumo da sua vida.
 
“Rumo da minha vida” pensam os filhos, mas o meu rumo estava tão bom, tinha os meus amigos, os colegas da escola, os meus irmãos, o meu pai e a minha mãe, que rumos são estes?
É aqui que apreendem que nunca mais nada vai ser como antes. É aqui que apreendem que mesmo tudo correndo pelo melhor vão passar a viver exclusivamente com um dos progenitores e a conviver ciclicamente com o outro. É aqui que apreendem um novo calendário para a sua vida, um calendário marcado por quinzenas, com fins de semana alternados, pois passam a ter duas casas, as “suas” onde vivem todos os dias e as outras, do pai ou da mãe onde vão passar fins de semana, assim como datas festivas e férias previamente combinadas. Isto abordando o assunto pelo lado optimista. E é aqui que apreendem também que outras novas pessoas poderão fazer parte das suas famílias, que os seus pais podem voltar a casar e ter inclusive outros filhos, seus irmãos, sem que alguma vez os tenham deixado de amar.
 
 E é assim que descobrem que outras pessoas se juntaram, outras crianças nasceram e a tristeza sem fim inicial na dor da separação pode, como muitas vezes sucede, transformar-se em novo amor familiar onde todos têm o seu lugar afectivamente efectivo. Outros desafios surgirão nas novas vidas das novas famílias, desafios esses em que o amor, mas não só, a coerência, a lucidez, e a empatia, têm que estar presentes, assim como presente deve estar a noção, de que no seio de uma nova família, assim como no seio de uma família tradicional, ou mono parental, o respeito pelo ser, individuo, que em cada um de nós existe, quer tenhamos oito ou quarenta e três anos, deve ser sempre respeitado, tendo por base um ditado popular que eu mesmo alterei: “Todos os gostos se discutem, desde que se respeitem.”
 
Nós pais, devemos enquanto pudermos aproveitarmos ao máximo para amarmos os nossos filhos e crescermos com eles o mais que pudermos.
 

Enquanto são pequenos, os nossos filhos vivem de costas voltadas para o mundo e de frente para nós, e, somos nós, pais, que altruisticamente os vamos ensinando a ficar de costas viradas para nós, mas triunfantes e felizes de frente para o mundo.


música: Slije Nergard- two sleepy people

publicado por Jorge Santos às 23:57
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
WARNING

 

Dentro de uma das instalações sanitárias do estabelecimento de ensino superior que frequento, há uma porta chapeada na qual está fixado um aviso de perigo. Presumo que haja material eléctrico do outro lado .

Ao ver este aviso de perigo, não pude deixar de pensar no quão agradável esta a ser o meu curso leccionado em português e não numa daquelas 4 línguas estrangeiras em que o aviso de perigo estava escrito.

Alguém me arranja um aviso de perigo em português, por favor? 


música: Jamie Cullum- What a difference a day made
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publicado por Jorge Santos às 22:54
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
2009

Mais um inicio de ano a cumprir a tradição do concerto de Viena Com as valsas de Strauss e já que o papa Gregório quis que assim fosse, a marcação do tempo, desta forma como a conheçemos, resta apenas desejar a todos um ano de 2009 com muita saude para enfrentar os desafios que prevejo irão surgir.

 

Um abraço!

 

Jorge Santos

 



publicado por Jorge Santos às 13:03
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