Com todo o respeito pelos habitantes do arquipélago da Madeira, mas também com todo o respeito pelos habitantes de todo Portugal, fico com a sensação que o aumento de verbas para as regiões autónomas, sendo que uma delas apresenta o segundo maior rendimento per capita do país, numa altura a todos exigida de contenção, me parece um autentico bailinho...da Madeira.
Uma frágil coluna de fumo, saindo de uma velha chaminé cansada, erguia-se debilmente para o céu. O vento fustigava as árvores, despindo-as das folhas, secas, já sem vida, confundindo-se, aqui e além, com os flocos de neve.
A porta, igualmente velha, que gemia com o bater do vento, deixava ver, através das suas frinchas, um ténue fio de luz vindo do interior. Lá dentro, ardiam gravetos na lareira onde jazia uma panela velha, enegrecida pelo fumo, já esquecida da primitiva cor.
Um velho e uma criança estavam em frente dela. Sentado num banco tosco, o velho enrolava o cigarro entre os dedos enquanto a criança observava aquela chamazita irrequieta que espreitava ora de um ora de outro lado da panela.
Avozinho, quem fez o fogo?
-Foi Deus.
-E quem é Deus?
-Deus...Deus, meu filho, é como que uma pessoa muito boa, que é nosso Pai e...que está no Céu.
-Deus é rico, Avô?
-Ele criou tudo, tudo é Dele.
-E é amigo dos pobrezinhos?
-Claro que é!
A criança olhando para o teto esburacado da cabana, perguntou:
-Por quê não dá Deus a nós uma casa bonita? Por quê não dá dinheiro?
-Porque o importante, meu filho, é que sejamos bons e humildes e o dinheiro, muitas vezes, faz as pessoas más e orgulhosas.
-O Menino Jesus também é muito bom, não é? O Luizinho disse que sim: no Natal Ele põe brinquedos nos sapatos dos meninos bons, não é?
-Sim: mas o Menino Jesus não deve saber onde fica a nossa casa.
Depois de uns momentos de silêncio, a criança perguntou
Avozinho, o Pai ?
-Foi buscar a mãe a casa da "senhora"
-Por quê a Mãe está sempre em casa da "senhora"?
-Porque é lá que ela trabalha.
Era véspera de Natal e, como não podia deixar de ser, lá em casa da "senhora" havia festa, noite de consoada, haveria, pois, muito mais trabalho. Seria melhor deitar o pequeno já que a nora era capaz de se demorar.
A um gesto do Avô, a criança abriu os olhos, desceu do colo e foi buscar um sapatito que colocou debaixo da chaminé. Voltou, em seguida, para o colo do Avô onde acabou por adormecer.
Lá fora o vento continua a soprar, a neve a cair e as folhas a bailarem; Lá dentro, o velho medita e a criança sonha: sonha, talvez, com a uma música muito linda e muitos brinquedos no sapato; o velho medita, medita naquela vida tão triste, cruel despertar de seus sonhos de criança.
Foi deitar o neto: depois, deitou-se também.
Quando de manhã, o sol tímido de Inverno, entrando pela janela, anunciou o dia, a criança foi a primeira a levantar-se. Correu direita à lareira mas que desilusão o sapatito estava apenas cheio de fuligem que, durante a noite, o vento fizera cair pela chaminé.
Ficou triste. Os olhitos começaram a piscar e, bem depressa, rompeu num choro baixinho, tão baixinho que só o Menino Jesus ouvisse. E foi, com as lágrimas correndo pela carita e com o sapatito volteando nas mãos, que a mãe o encontrou junto da lareira. Tinha-se esquecido, de tão cansada que chegara, de colocar no sapatito o brinquedo que trouxera de casa da "senhora" e ele levantara-se bem mais cedo do que habitualmente.
Correu para o filhito e, puxando-o para si, disse cheia de ternura:
-Vem cá: não chores, não. Olha só o que tenho para ti ! Não é bonito? Agora, anda, dá um beijo à mãe, dá!...
Um sorriso apareceu e os olhos brilharam, ainda mais, sob as lágrimas que o enchiam. Pegou no brinquedo, beijou a mãe e, correndo, foi ter com o Avô:
-Avô, Avô! Olha um brinquedo bonito!
-Mas que lindo! Deixa ver,
exclamou o avô que tudo presenciara emocionado. E, fingindo um ar de surpresa, perguntou:
-Foi o Menino Jesus quem deu?
-Não. Foi a Mãe. O Menino Jesus não veio...
E com ar de pessoa entendida, acrescentou:
-Ele não sabe onde a gente mora.
Jorge Sa
(Meu Pai)
Foi hoje o dia, o dia do nosso laço de amor, esse laço terno, suave, vigoroso, muito belo e feliz!
O dia do Jorge Paulo e da Maria João!
Os Fabulosos cinco:
Eu , a Maria João, a Leah à direita, o Lucas ao meio e a Lisa à frente.
A caminho do Laço...
Ainda a caminho...
Quase laçados...
A laçarmos-nos...
Laçados!!!
Laçadinhos de fresco!!
As nossas mães, Nini e Esmeralda
Fotos de familia!
Popularmente ouvido dizer, "dar o nó", à vontade exercida entre duas pessoas de se casarem, tem o meu reparo por preferir dizer que vou dar o LAÇO, muito brevemente com a mulher que amo!
Assim, Jorge Paulo e Maria João se laçarão, num laço suave, doce , delicado, mas firme, resistente e muito verdadeiro, neste mesmo mês de Outubro!
Uma vontade adiada por nove anos ganhou forma no sábado passado, dia 4 de Julho pelas mãos e agulhas do Yuran.
Se desde que nasceu, num dia 4 também mas de Dezembro, o Lucas nunca deixou de existir em mim por um só momento, agora tenho-o graficamente simbolizado no peito, ele foi comigo e a Lis também enquanto a agulha frenética picava e o Yuran trabalhava.
São apenas uns minutos aqueles que vos peço para ouvir esta grande cantora do mundo...
CHAVELA VARGAS
LAS SIMPLES COSAS.
Ora clique na seta abaixo.
A liberdade, sempre foi o alicerce da minha existência.
Apenas livre e no pleno exercício do meu livre arbítrio, consigo existir em sociedade.
Apenas assim a sociedade se traduz em universalidade. Como seres livres, indivíduos, temos direito à razão própria, opinião própria e atitudes próprias e ninguém pode, por discórdia, pôr em causa, difamar, caluniar. Pode e deve questionar, indagar, não concordar, mas sempre respeitar a integridade, em consciência, da mesma, em cada um.
Não, não vou dissertar sobre este Deus romano do mar inspirado na figura grega Posídon, muito menos fazer uma analogia masculina a esse belo filme de shyamalan e da sua ninfa da piscina,"Lady in the water".
Apenas uma brincadeira minha com o meu baptismo popular: Depois de vinte e dois anos a trabalhar nos SMG(serviços municipalizados de gaia) depois transformados em empresa municipal (AGUAS DE GAIA E.M.), como leitor cobrador de consumos, passei a ser conhecido juntamente com os meus colegas, 17 ao todo, por uma vasta percentagem da população da cidade de Gaia, como "o senhor das aguas", e a ser reconhecido assim e não pelo meu próprio nome como, penso eu, acaba por ser natural. O surpreendente, é que mesmo na área restrita onde vivo, pessoas que me conhecem pelo nome, dada a proximidade e contactos mais do que diários, no momento de fazerem algum tipo de nota ou apontamento, usam não o meu nome próprio ou mesmo o apelido, mas sim o tal" o senhor das aguas", sendo já normal levantar na papelaria o jornal do "senhor das aguas", no vidraceiro, o espelho encomendado pelo "senhor das aguas" ou passar pela churrasqueira para levantar os frangos encomendados para o jantar, pelo "senhor das aguas", o que me fez virar para a pessoa que os assa e que há muito conheço e exclamar:
até tu Manel?
com um sorriso de orelha a orelha!
Eu acredito na democracia. Acredito como sendo a melhor forma até hoje encontrada de viver em liberdade, a minha, e a dos outros. Como já foi dito por alguém, "A democracia é o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros".
Este senhor, Salgueiro Maia, já desaparecido, foi um dos grandes responsáveis por hoje sermos um país democrático com um povo, não raça, mas povo, como o conjunto de todas as pessoas que habitam neste território, a viver em democracia.
Hoje o presidente da república homenageou postumamente Salgueiro Maia pelo seu papel preponderante na revolução dos cravos. Um gesto mais do que merecido até porque as comemorações do dia de hoje se realizam em Santarém que vê assim homenageado um filho da terra.
Mas como a democracia é feita de história , história essa que em momento algum pode ser lixiviada, é bom recordar que o capitão Salgueiro Maia hoje homenageado pelo presidente da república, é a mesma pessoa que há vinte anos atrás, ainda vivo, viu ser recusada uma pensão tão necessária como merecida, pelo mesmo senhor que hoje, o condecorou, na época primeiro ministro do governo de Portugal , tendo em contrapartida, dois antigos agentes da PIDE , talvez justamente, a recebido.
Sabia que Anthony e os seus Jhonsons já tinham esgotado o coliseu de Lisboa. Sabia também que tinham lotado o Teatro-circo em Braga, uma amiga tinha-os ido ver.
Segunda-feira dia 18, seria a vez do coliseu do Porto. Para falar com sinceridade, eu já estava resignado a não ver Anthony ao vivo, a não ouvir uma das vozes mais singulares, que passou a ser rotulada de "andrógina" e penso que bem, devido à estranheza do seu timbre das suas inflexões, parecendo não ser deste mundo.
Nesse dia de segunda-feira , estava eu a gozar um dia de férias que queria aproveitar para estudar, quando recebo uma SMS da amiga que tinha ido assistir ao concerto no Teatro-circo a dizer o seguinte: Ainda há bilhetes para o coliseu, não percas. Como estava muito perto de uma loja da Fnac, imediatamente entrei, confirmei a existência de bilhetes para a geral, convidei a minha companheira e assim terminamos o dia ou melhor dizendo, a noite daquele dia a "ouver" um concerto fabuloso que tão cedo não esqueceremos
Este "Post" representa, através destas imagens, de um modo fiel, a viagem por nós(Psicologia e Recursos Humanos) feita no domingo a Lisboa, para ver a exposição patente na fundação Calouste Gulbenkian, comemorativa dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin que com a sua teoria evolucionista interveio na evolução da vida na terra, na sua interpretação e compreensão de tal forma que bem podemos afirmar que houve um AD/DD, antes de Darwin e depois de Darwin e se hoje somos seres vivos mais felizes, mais saudáveis e com vidas cada vez mais longas, a ele se deve, ao seu trabalho, às suas investigações.
Quanto a este grupo de pessoas, que vou tendo o prazer de conhecer, desde que tomei a decisão de correr atrás do sonho, nas quais incluo alunos professores e não só, presentes neste passeio e muitos outros que não puderam vir, só posso dizer o seguinte:
Todos nós, somos seres existentes. Nascemos, e adquirimos uma existência para ser usufruída até que termine. Somos tudo e nada por inevitabilidade, mas desistentes, apenas por opção.
Não consigo imaginar-me a viver sem mim, longe dessa bolha que me rodeia e onde existo, onde o amor próprio , auto-estima e autoconceito me unificam no que sou: Livre! Apenas em liberdade, consigo ser feliz e fazer outros felizes, pois essa felicidade é consequencia do acto humano livre.
Cerquem-me, e eu fugirei como a pacaça acuada.
Deixem-me livre que dormirei pachorrento como o leão sob o sol da savana.
Resolvi hoje fazer mais uma reedição de um "post" que constava da primeira versão do conteúdos e que fora publicado em 3 de Setembro de 2007, e faço-o porque encerra uma das minhas maiores dores, uma daquelas que dói todos os dias e que não deixo transparecer, embora muitos dos que me conhecem saberem que continua presente dentro de mim.
P.S. A irmã do meu filho Lucas Chama-se Madonna e presentemente já não está nos açores mas numa instituição similar no Alentejo.
... e desta vez ponho musica.
Recebi um E-mail com um vídeo de dança formidável, no metro de Liverpool, que não resisto a partilhar aqui no Conteúdos. A vida deveria acontecer sempre assim! São 70 bailarinos misturados com passageiros e esses acabam interagindo nas danças. O "show" foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem o conhecimento do público. Clique abaixo
" Nunca tiveste aquela sensação de amares alguém, de amares alguém muito, e de as circunstâncias em que a tua vida acontece destruírem a possibilidade desse amor, apesar de ele continuar a existir dentro de ti?"
João Tordo in Hotel memória
Enquanto são pequenos, os nossos filhos vivem de costas voltadas para o mundo e de frente para nós, e, somos nós, pais, que altruisticamente os vamos ensinando a ficar de costas viradas para nós, mas triunfantes e felizes de frente para o mundo.
Dentro de uma das instalações sanitárias do estabelecimento de ensino superior que frequento, há uma porta chapeada na qual está fixado um aviso de perigo. Presumo que haja material eléctrico do outro lado .
Ao ver este aviso de perigo, não pude deixar de pensar no quão agradável esta a ser o meu curso leccionado em português e não numa daquelas 4 línguas estrangeiras em que o aviso de perigo estava escrito.
Alguém me arranja um aviso de perigo em português, por favor?
Mais um inicio de ano a cumprir a tradição do concerto de Viena Com as valsas de Strauss e já que o papa Gregório quis que assim fosse, a marcação do tempo, desta forma como a conheçemos, resta apenas desejar a todos um ano de 2009 com muita saude para enfrentar os desafios que prevejo irão surgir.
Um abraço!
Jorge Santos
MAX
BAILINHO DA MADEIRA>
. NATAL
. LAÇADOS
. O LAÇO
. NO PEITO
. A BOLHA
. AVAREZA
. ...
. WARNING
. 2009
. BOURBON
. SER
. DESAMOR
. ...
. VIDA
. VIAGEM
. AMOR
. AC/DC
. OBRIGADO
. SR. PRESIDENTE DO METRO D...
. AS TARTARUGUINHAS LUCAS E...
. SÓ COM A PARIDADE ENTRE H...
. CONTEÚDOS QUE VISITO
. CIGANA
. FASCINIO, ARTE E BELEZA NOS AUTOMOVEIS E NA MULHER
. JOSÉ ANTÓNIO BARREIROS-uma parte de mim e por onde ando
. LAURINDA ALVES A SUBSTÂNCIA DA VIDA
